Esse mês, mais especificamente no dia 31, as igrejas evangélicas estarão relembrando a pessoa de Martinho Lutero, reformador que mudou o rumo da religião em sua época.
A Reforma Protestante foi o grito de socorro contra as aberrações que eram propagadas em nome de um suposto evangelho e ditadas em forma de métodos e regras que nunca levaram as pessoas ao encontro do verdadeiro Salvador. Havia um quê de sacrifício humano, em nome de um deus que nunca o requereu. Indulgências eram vendidas, “garantindo” um lugar no céu às pessoas que as compravam, isto é, negociavam...
A Graça de Deus foi revelada mais uma vez, ao levantar um homem dentro de sua própria comunidade cristã para levar as pessoas a refletirem que a salvação vinha (e vem) pela fé, e não por sacrifícios humanos; que não dependia e nem depende de qualquer um de nós. A obra fora concluída por Jesus Cristo e ponto final.
O tempo passou, e somos frutos desta sã teologia, frutos de uma pessoa que teve ousadia em apregoar as verdades bíblicas. Agradecemos...
Por outro lado, pensando agora em nós mesmos, é tempo outra vez e revermos o conceito da palavra reforma. De acordo com o dicionário Michaellis, significa: mudança para melhor; melhoramento; modificação. E o quanto isso ainda se faz necessário em cada um de nós, herdeiros do movimento de Lutero. Mudar para melhor, reformar e modificar deveriam ser constantes em cada um de nós. Durante a caminhada cristã tendemos à mesmice, a andar em círculos e não sair do lugar, a não avançar na maturidade cristã. O apóstolo Pedro nos chamou a atenção ao escrever que havia pessoas que ainda se alimentavam de leitinho, apesar de antigos na caminhada, porque ainda não haviam amadurecido e, portanto, não suportariam alimento mais consistente.
Reformar, na prática de nossas vidas é isso, é mudar para melhor. Mudar nas relações com o próximo, nas relações familiares e na relação com o próprio Deus. Como pecadores, temos muitas dificuldades nesse sentido, porque mudar demanda determinação, querer algo novo e crescente.
Reformar-nos não significa sermos cheios dos modismos atuais, mas encher-nos da essência do evangelho verdadeiro, pregado pelo próprio Jesus. É um desafio ao abandono de práticas que nunca nos aproximam dEle e do próximo. É um desafio a abrirmos nossa mente às reflexões, ao pensamento claro e coerente com a Palavra. É entender que o evangelho, outrora oculto, agora é-nos revelado através do Filho.
Reformando, sempre reformando... eis a proposta desafiadora para cada um de nós, não só no mês em que lembramos a Reforma Protestante, mas diariamente. Reformar e reformar para melhor é caminhar em direção a um alvo preciso e imutável. E o alvo é Jesus!
Vania Vianna

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