sábado, 16 de abril de 2011
Em Memória da Fé
A Reforma Protestante, composta por Lutero em 1517, tão necessária em sua época, e metodicamente sistematizada por João Calvino, espalhou-se mundialmente, estabeleceu formas, criou ramificações, mas especificou certo tipo de credo, que se tornou ambíguo em muitas instituições eclesiásticas surgidas posteriormente, mas que também se preservou em muitas delas. Portanto, é importante perceber que aspectos determinaram que tais instituições guardassem os mesmos pressupostos que lhe deram origem e se mantivessem fiéis não somente à tradição, mas também aos aspectos que legitimaram a sua história.
Nascida há mais de 150 anos, a Igreja Presbiteriana do Brasil multiplicou-se tanto como queria o Rev. Ashbel Green Simonton, ou pelo exemplo de homens notáveis como o Rev. José Manoel da Conceição, que, guiados por uma fé inabalável, lançaram as primeiras sementes doutrinárias de um protestantismo profundamente pontuado pelo estudo da palavra.
Levantar a origem de qualquer Igreja Presbiteriana no Brasil é ressaltar que os procedimentos que possibilitaram o seu surgimento repetiram, se não exatamente, mas pelo menos em traços significativos, as características dos primórdios do Presbiterianismo em solos brasileiros, que se balizaram sempre na extrema vocação para o ide. É contar a trajetória de homens, de mulheres, ou seja, de famílias inteiras que, num ato de obediência, se fizeram presentes e se dispuseram a dar origem ao surgimento de diversas congregações, que seriam futuras Igrejas, com o único objetivo de semear o amor de Deus. E foi por um desses chamados que se fez realidade a fundação da Igreja Presbiteriana no bairro de Alcântara, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, em 15 de agosto de 1956.
Conhecer e preservar a memória da Igreja Presbiteriana é celebrar os seus tantos anos de fundação. É saber de suas dificuldades para se manter e crescer, valorizando cada um dos personagens que participaram e participam ativamente de sua existência, tornando possível a perpetuação dos alicerces de sua doutrina. É delimitar “modos de viver” de pessoas que, com suas semelhanças ou diferenças, trilharam caminhos até o agora, e que, por compartilharem de uma só crença, corporificaram a Igreja Presbiteriana do Brasil em Alcântara, construindo sua história, o que justifica sua unidade no presente e o que com certeza será o seu sustentáculo no futuro.
Carla Souza de Almeida dos Anjos
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