domingo, 17 de abril de 2011

O Pequeno Arthur



Frequentemente acompanhamos com o olhar os pequenos passos do nosso querido Arthur, que está crescendo na Igreja, sob os afagos de um ou outro membro. Arthur constantemente recebe os cuidados protetores de todos, que o põem no colo para que não tropece, para que não saia correndo e se machuque, para que não vá ao segundo andar sozinho. São os mesmos que se preocupam com o seu choro, mas que também se encantam com o seu sorriso meigo e surpreendente, próprio de uma criança feliz, com suas costumeiras peraltices, que inicia seu longo caminho, ainda meio inseguro, porém cercado pelos mimos familiares e de seus irmãos de fé.

Pensar em Arthur nos sugere voltar no tempo e tentar lembrar que a mesma trajetória deve ter acontecido com sua mãe Ákila, que inúmeras vezes passeou pelos corredores do nosso templo, sentou-se em diferentes bancos, cantou na frente de todos mesmo envergonhada, frequentou a UCP, declamou versículos e, atingindo uma idade maior, fez a todos emocionar quando, sob a autoridade afetuosa do nosso Pastor, contraiu matrimônio, começando um novo ciclo em sua vida.

Talvez não diferente tenha sido a história de Miriam, mãe de Ákila, que, num passado um pouco distante, porém vivo, achegou-se à Igreja para orar, para participar de suas atividades e, num ficar aqui, cresceu, constituiu família e deve estar agora sentada num banco, no qual suas filhas já se sentaram várias vezes e que, provavelmente, será ocupado pelo seu neto.
Mas é bem verdade que essa história não começa e nem se encerra em Arthur. Ela tem seu início em 1956, com os passos singulares de D. Almedina Figueira nesta Igreja. Ela agora se compõe de um olhar meio acinzentado, de quem já viu de tudo e que ainda guarda a grande capacidade de estar disponível para ver... sua filha envelhecer, sua neta amadurecer e seu bisneto crescer.

Essa é somente uma das tantas e tantas histórias que se escondem nas paredes deste local que Deus permite a você estar. Quantas outras temos a resgatar de um papel envelhecido, de uma foto antiga, de uma memória esquecida, que só necessita de uma faísca para acender-se. Seja você também uma faísca, nos trazendo alguma fonte documental (fotos, filmagens, objetos e algo mais) para que possamos refazer a nossa teia da memória, reconstituindo os passos da Igreja Presbiteriana de Alcântara, que vive pela graça e obra de um Deus vivo, que faz com que eu e você, nós, estejamos aqui neste momento, e que tantos outros venham para contar e recontar uma história que é de todos.


Carla Souza de Almeida dos Anjos

Nenhum comentário: