No próximo dia 21 de maio vai acontecer, em São Paulo, uma celebração. Jovens de todo o Brasil vão se reunir na maior cidade do País para celebrar um aniversário muito especial. A UMP — União de Mocidade Presbiteriana — estará completando 75 anos. Não ajudarei a soprar as velinhas (ou seria velhinhas?) desta vez, mas guardo boas lembranças de quando ela chegou aos 50, tão jovem como hoje a duas décadas e meia do centenário.
Como vai acontecer agora, nossa UMP ou a Federação, não lembro, organizou uma caravana, também para São Paulo, onde foi comemorado o cinquentenário. Numa sexta-feira fria de maio embarcamos para uma viagem noturna, com o objetivo de amanhecer em Sampa e participar da festa, no Centro de Eventos e Convenções do Anhembi. A parada em Resende, de madrugada, serviu para esquentar o frio com um chocolate quente de beira de estrada. Mas nosso destino era mais à frente, a terra da garoa, aonde chegamos naquele sábado festivo.
Logo ao entrar na cidade, fomos recebidos solenemente por um tremendo engarrafamento, numa daquelas marginais que vemos constantemente alagadas com qualquer chuvinha de verão. Mas faz parte. São Paulo sem engarrafamento não é São Paulo. Estranhamente não havia garoa e até estava fazendo calor, o que sugeria um passeio pela cidade, já que o culto estava marcado para as 14 horas. O pessoal da recepção nos colocou em outro ônibus, junto com jovens de outra região, e fomos conhecer a cidade. Grandes avenidas, prédios enormes e uma fome que já começava a incomodar.
Almoçamos em um restaurante de comida a peso, com direito a churrasco — esse tipo de restaurante naquela época era coisa rara. A fome era tanta que caímos em cima de tudo que estava exposto nas bandejas. Quando veio a carne, servida pelos garçons à mesa, já estávamos empanturrados de tanta comida. Quase perdemos o melhor do almoço.
Finalmente, o culto. O auditório estava cheio e foi uma bela celebração. Cânticos, orações e mensagens que marcaram aqueles que conseguiram ficar acordados, porque depois de uma noite de viagem, uma manhã de passeio e um almoço daqueles, a única coisa que conseguimos fazer durante o culto foi dormir, e dormir muito, até a hora de voltar para o ônibus e continuar dormindo até São Gonçalo.
Mas no domingo de manhã estávamos todos na Escola Dominical, comentando sobre a bênção que foi o culto.
Joel Vasconcellos
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